O mercado brasileiro de crédito entrou em um novo ciclo: a queda das taxas de juros para empréstimos consignados, especialmente para aposentados, pensionistas do INSS, servidores públicos e trabalhadores do setor privado com carteira assinada.
Esse movimento surge após mudanças no teto de juros, ajustes do Banco Central e uma pressão crescente por crédito mais acessível em meio à recuperação da economia.
Para quem depende do consignado — um dos créditos mais populares do Brasil — a redução das taxas abre espaço para dívidas mais baratas, refinanciamentos vantajosos e maior controle financeiro.
Neste artigo completo, vamos analisar:
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Por que os juros do consignado estão caindo
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Quem será beneficiado
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Quais bancos já anunciaram novas taxas
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Como fica o crédito para aposentados e pensionistas
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O que muda para servidores e trabalhadores privados
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Como aproveitar as novas condições
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Riscos e cuidados antes de contratar
O objetivo é entregar uma análise profunda, clara e atualizada — ideal para leitores que querem entender como a mudança impacta seu bolso em 2025.
1. Por que os juros do consignado estão caindo?

Existem três grandes razões para essa redução:
1.1. Redução gradual da taxa Selic
Com a Selic em trajetória de queda desde 2024, o custo do dinheiro diminui e os bancos ajustam suas taxas de juros para manter competitividade.
Mesmo que a queda não seja agressiva, ela pressiona o mercado inteiro a reajustar suas taxas, principalmente em produtos de menor risco — como o consignado.
1.2. Mudanças no teto de juros do consignado
Nos últimos meses, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou novos limites para:
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Empréstimo consignado do INSS
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Cartão de crédito consignado
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Cartão benefício consignado
A nova política reduziu o teto autorizado, obrigando bancos e financeiras a ajustar suas ofertas.
1.3. Queda da inadimplência e maior segurança
Em 2025, a inadimplência do crédito consignado é uma das menores do país, graças ao desconto automático em folha.
Os bancos estão mais confiantes para:
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liberar crédito
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reduzir juros
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oferecer prazos mais longos
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facilitar renegociação
Com risco menor, as taxas naturalmente caem.
2. Quem será beneficiado pela redução das taxas?

As categorias que mais ganham com as novas regras são:
2.1. Aposentados e pensionistas do INSS
Essa é a maior base de clientes do consignado.
As novas taxas:
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reduzem o custo total da dívida
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facilitam refinanciamentos
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abrem espaço para novas contratações
Além disso, o aumento da margem consignável durante 2023/2024 trouxe mais flexibilidade ao consumidor.
2.2. Servidores públicos federais, estaduais e municipais
Servidores têm uma das menores taxas do país graças à estabilidade de renda.
Com a queda geral dos juros:
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bancos ampliaram ofertas
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taxas ficaram mais competitivas
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prazos ficaram mais longos
2.3. Trabalhadores do setor privado (CLT)
Embora essa categoria pague juros um pouco maiores, a redução beneficia especialmente quem busca:
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refinanciar dívidas
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trocar empréstimos caros por consignado
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organizar a vida financeira
3. Quais bancos e financeiras já reduziram as taxas?

As principais instituições que anunciaram cortes em 2025 foram:
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Caixa Econômica Federal
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Banco do Brasil
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Bradesco
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Itaú
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Santander
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BMG
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Daycoval
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Crefisa (ajustes moderados)
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Consignado via fintechs como Nubank, Inter e Olé
As maiores quedas foram registradas em:
✔ Empréstimo consignado INSS
✔ Consignado para servidores públicos
4. Como ficam as novas taxas em 2025?

As médias aproximadas do mercado são (variação pode ocorrer por banco):
| Modalidade | Taxa antiga (média) | Nova taxa (média) |
|---|---|---|
| Consignado INSS | 1,78% a.m. | 1,60% a 1,68% a.m. |
| Consignado Servidor | 1,50% a.m. | 1,30% a 1,45% a.m. |
| Consignado Trabalhador CLT | 2,10% a.m. | 1,85% a 1,95% a.m. |
| Cartão consignado | 2,70% a.m. | 2,40% a 2,55% a.m. |
Essa redução, embora pareça pequena, gera economia significativa no longo prazo.
5. Vale a pena contratar consignado agora?

Sim, vale — mas depende da situação.
5.1. Quando vale a pena:
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para quitar dívidas com juros altos (cheque especial, cartão)
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para refinanciar empréstimos antigos
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quando a parcela cabe com folga na renda
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para planejamento financeiro estratégico
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para projetos que trazem retorno real (educação, reforma, negócio)
5.2. Quando não vale a pena:
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para consumo impulsivo
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quando a margem está muito comprometida
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se você pode esperar por uma queda maior da taxa Selic
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quando já possui dívidas longas e pesadas
O consignado é uma ferramenta poderosa — mas pode virar uma armadilha se mal utilizada.
6. Oportunidade para refinanciamento: momento perfeito

Com as taxas menores, uma das opções mais vantajosas é:
Refinanciar ou portabilizar empréstimos antigos
Isso pode reduzir:
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o valor das parcelas
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o prazo total
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o custo efetivo total (CET)
Muitos brasileiros estão economizando entre 10% e 25% na troca de instituição financeira.
7. Riscos e cuidados antes de contratar

Mesmo com taxas baixas, o consignado exige atenção.
Cuidado com:
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ofertas agressivas por telefone
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cobranças de tarifas indevidas
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empréstimos não solicitados (golpe comum no INSS)
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refinanciamentos com juros maiores
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contratos com CET abusivo
Regras de ouro:
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sempre compare taxas
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consulte o CET
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use apenas bancos autorizados
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nunca passe dados por telefone
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desconfie de “aprovação garantida”